sexta-feira, 23 de março de 2012

"O amor e a fome movem o mundo"

O poeta alemão Schiller conseguiu classificar os dois principais motores das ações humanas no verso acima. Tanto o amor quanto a fome nos impulsiona a sair do estado de quietude e ir em busca de novos caminhos; de maneira similar, ambos influenciam, diretamente, os estados de humor e modos de enxergar o mundo, enquanto o primeiro faz as coisas parecerem mais leves e coloridas, o segundo torna os acontecimentos tristes, sombrios e pesados.
Outros aspectos ainda podem ser explorados, como por exemplo, a relação que estabelecemos entre as pessoas - e/ou cenas cotidianas - e os alimentos: se uma criança é bem-comportada, dizemos que ela é "um DOCE de criança"; por outro lado, se lhe sobra energia e ela não pára quieta, como não dizer que ela é "uma PIMENTINHA"? Se alguém marca um compromisso e não aparece, levamos um BOLO! Quando o dia está extremamente quente, normalmente, suamos feito um CUSCUZ! Quando uma pessoa é depressiva, só fala fatalidades e não tem amigos, dizemos que ela é AMARGA! Isso sem falar dos apelidos carinhosos: DOCINHO DE COCO, CHUCHUZINHO (que perdeu toda a referência quanto a origem francesa), e por aí vai...
Algumas das principais revoluções da História foram ocasionadas pela fome do povo, além dos estados de miséria e exploração do homem pelo homem. A fome, neste caso, não é aquela sensação existente no intervalo entre as refeições, mas sim, a total (ou parcial) ausência de alimentos que põe em risco o bom funcionamento do corpo humano, algumas vezes ocasionando a morte.
O amor e a fome nos impedem de pensar, de agir racionalmente e, principalmente, nos fazem sair de um estado de letargia e ir em busca daquilo que pode nos saciar e acabar com toda a esperar sem fim, seja a pessoa amada, seja um suculento prato de comida!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Receita de Ano Novo (Carlos Drummond de Andrade)

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Boas energias, sempre!

Tenho tantas coisas para falar, para agradecer e para comemorar! Mas, todas as vezes que tento parar, ordenar meus pensamentos e começar a escrever, não consigo... Mas, ainda não desisti (sou brasileira!rs)... 

Por hora, quero somente desejar um FELIZ NATAL para todas as pessoas, que por aqui passaram/passarem/passarão!!! Um beijo para todos!!!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Desejo de ser poetisa!!!

Felicidade? (Teatro Mágico)

Felicidade?
Disse o mais tolo: "Felicidade não existe."
O intelectual: "Não no sentido lato."
O empresário: "Desde que haja lucro."
O operário: "Sem emprego, nem pensar!"
O cientista: "Ainda será descoberta."
O místico: "Está escrito nas estrelas."
O político: "Poder"
A igreja: "Sem tristeza? Impossível.... (Amém)"


O poeta riu de todos,
E por alguns minutos...
Foi feliz!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Quase sem querer

"Tenho andado distraído, impaciente e indeciso". Se, eu tivesse escrito esse trecho de música, dificilmente, conseguiria ser tão fiel a descrição de meus últimos dias - coitadinhos daqueles que convivem comigo diariamente... O que eu posso dizer, além de pedir (muitas) desculpas e torcer para que esses dias passem rapidamente?


"Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Sou tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas, não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos!
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você".

Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Renato Rocha

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Smile (Charles Chaplin)

Smile, though your heart is aching
Smile, even though it's breaking
When there are clouds in the sky
You'll get by...
If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile if you'll just...
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you'll just...
If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile
If you'll just Smile...
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying
You'll find that life is still worthwhile
If you'll just Smile.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Poeminha do contra (Mário Quintana)

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho